Informação contábil e transparência fiscal na Reforma Tributária: o papel da contabilidade societária
- marketingsecea
- 16 de jan.
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A reforma tributária reforça a contabilidade como instrumento central de transparência, integração fiscal e governança, tornando-a essencial para confiança, controle e segurança das empresas.
Com a aprovação da Reforma Tributária, o papel da contabilidade societária ganha novo destaque no ambiente empresarial. A promessa de simplificação vem acompanhada de exigências mais rígidas, como a escrituração integrada e a eliminação da separação entre "balanço societário" e "livro fiscal".
O que antes era um instrumento técnico de registros agora se torna ferramenta estratégica de confiança, governança e controle. As empresas que não adaptarem seus processos de forma estruturada e transparente correm risco de sofrer penalidades, perdas fiscais e questionamentos jurídicos.
Mais exigência, mais responsabilidade
A Lei Complementar nº 214/2025 introduz o modelo do IBS e da CBS, tornando obrigatória a integração entre as informações contábeis e fiscais. Isso significa que os dados transmitidos ao Fisco devem ser os mesmos registrados nos demonstrativos contábeis, sem divergências, omissões ou interpretações duvidosas.
Neste cenário, o contador assume papel central como mediador entre as normas fiscais, a linguagem jurídica e a realidade econômica da empresa, sendo responsável por garantir informações consistentes, auditáveis e tempestivas.
Transparência como diferencial competitivo
A transparência contábil se torna o principal diferencial para empresas que desejam evitar litígios, garantir a confiança do mercado e manter boa reputação institucional. A Reforma exige não apenas o cumprimento da lei, mas também a clareza sobre como as decisões tributárias são construídas, com base em critérios técnicos e éticos.
Relatórios, políticas contábeis bem documentadas e exposições de contingências deixam de ser meras formalidades para se tornarem exigências estratégicas no relacionamento com o Fisco, investidores e órgãos reguladores.
Tecnologia, rastreabilidade e transição até 2033
A era digital amplifica esse cenário. Sistemas como SPED, e-Social e EFD-Reinf permitem rastreabilidade total das informações, tornando qualquer inconsistência facilmente identificável. O contador agora também é responsável por garantir que o que é feito, declarado e documentado esteja coerente.
A transição da Reforma se estende até 2033, mas os riscos já estão em curso. Por isso, revisar rotinas internas, qualificar informações e adotar uma postura proativa são medidas urgentes para atravessar esse período com segurança.
Conclusão: a contabilidade como pilar de sustentabilidade
A contabilidade, nesse novo ambiente, se torna um patrimônio invisível e estratégico das empresas. É ela que assegura a integridade dos dados, protege o capital e fortalece a relação com o Fisco e com o mercado.
Empresas que compreendem esse papel saem na frente: se tornam mais sólidas, transparentes, sustentáveis e prontas para enfrentar os desafios e oportunidades da nova era tributária.
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